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Qual a idade da independência digital?

Com frequência, este tipo de debate pode cair no pessimismo e colocar o foco nos riscos e ameaças que sofremos enquanto estamos online, especialmente as crianças que já nasceram em um mundo digital e podem não estar conscientes do que isso significa.




Preferimos focar em algo mais positivo, como os grandes benefícios e oportunidades que a internet traz para as crianças e em qual momento podemos dar-lhes a "independência digital".

Talvez seja correto dizer que a partir de 12 ou 13 anos, as crianças começam a amadurecer e se tornar adolescentes entre um grupo social mais reduzido, onde procuram abrir o seu próprio espaço. Nesta idade, a maioria já tem um smartphone. De fato, nossos próprios dados indicam que 82% dos pais compraram ou já deram de presente a seus filhos de 13 a 16 anos o seu primeiro notebook, tablet ou smartphone.

Muitos pais definem regras quando dão pela primeira vez um smartphone ou computador a seus filhos, mas quantos continuam reforçando essas regras de forma habitual? A nossa vigilância diminui - ou talvez isso se torne impossível de manter ao longo do tempo - e a independência digital começa a aparecer pouco a pouco.

Antes de reparamos, nossos filhos já estão online e não temos ideia do que eles estão fazendo, que canais assistem, que sites visitam, com quem conversam e sobre o que conversam. E, geralmente, eles não nos contam espontaneamente. Com 16 anos ou menos, eles são tecnicamente menores. Os pais precisam estar no controle porque são responsáveis por eles.

A nossa pesquisa revelou que 61% dos pais de adolescentes entre 13 e 16 anos cuidam, na prática, pelo conteúdo do smartphone dos filhos. Isso é um bom sinal, mas, ao mesmo tempo, esses pais realmente sabem o que existe no telefone dos filhos e, se não sabem, percebem que não podem ser, na prática, responsáveis? Mais preocupante é que 18% deles pensa que o conteúdo do telefone dos filhos é de responsabilidade dos próprios filhos.

Por que é importante saber quem é o responsável? A tecnologia está progredindo muito rapidamente e nós entendemos completamente, no momento, todas as implicações do que está acontecendo, para que os nossos dados podem ser usados, e o que isso tudo significa para uma criança.

Vejamos um exemplo recente onde uma empresa de seguros de veículos ofereceu aos seus clientes a oportunidade de receber um desconto com base no que descobriram nos perfis das redes sociais sobre a probabilidade de serem um(a) motorista seguro(a) e responsável. Esse juízo, tenha em conta, é baseado simplesmente nas suas ações online, nas coisas que você posta, compartilha, gosta, comenta e não tem absolutamente nada a ver com a sua real habilidade de dirigir ou sua história pregressa. Os seus filhos de 16 anos - que em alguns países como o Brasil ainda não têm idade suficiente para dirigir - vão entender que a sua atividade online irá afetar o valor do seguro que irão pagar? Eu duvido que eles estejam preocupados com isso.

Também é verdade que os pais estão eles mesmos entre os mais ávidos compartilhadores de fotos dos seus filhos. Eles fazem isso porque estão orgulhosos e desejam mostrar sua descendência, mas criar e deixar um rastro digital pode ser algo perigoso. Desde a jovem de 18 anos na Austrália que está processando seus pais por haverem postado uma foto sua quando era bebê no seu penico, até o roubo de identidade em grande escala da menina que queria um cartão de crédito nos Estados Unidos e descobriu que já tinha uma história financeira completa (cheia de problemas), e tudo isso só porque os seus dados foram roubados quando ela tinha 10 anos de idade. Parece claro que há muitos riscos em nossa liberdade online...

Por isso, onde a nossa independência digital começa e termina a responsabilidade ou capacidade dos pais em controlá-la? Que mudança de comportamento isso exige da parte dos adultos?

Para começar, nossas crianças sabem algo que nós não sabemos: que não há diferença entre estar online ou offline. Por isso, tentar utilizar as táticas que os nossos pais empregaram conosco simplesmente não vai funcionar. Temos de ser amigáveis com os amigos dos nossos filhos quando eles visitam nossas casas, mas temos de estar com eles nas redes sociais ou somente estaremos envergonhando-os na frente dos demais? Eles desejam isso ou nós estamos simplesmente criando métodos para descobrir o que acontece na vida dos nossos filhos?


Testemunho:

"No ano passado, meu filho mencionou que a mãe do seu amigo o seguia no Instagram. Eu perguntei a ele por que, e ele não conseguiu me dizer. Parece que ela queria acompanhar o que o seu filho estava fazendo.

Outro amigo queria tirar o telefone da sua filha de 16 anos para diminuir as conversas com o namorado dela. O meu conselho foi que não fizesse isso. Isso iria não só quebrar a confiança e o canal de comunicação entre os dois, mas também traria o risco de perder completamente o controle se ela comprasse outro telefone que ele nem saberia que ela tinha".

Percebemos o quão difícil é manter-se atualizado tecnologicamente. Em todo o mundo, pais que adotaram com maestria o Facebook e o Twitter para os seus próprios interesses profissionais - e, em alguns casos, impediram o acesso a essas plataformas aos seus filhos - estão agora em um combate corpo a corpo com o Snapchat.

Precisamos parar e reconhecer que o nosso papel não é impedir o acesso aos nossos filhos aos canais sociais ou espioná-los com seus amigos. Talvez os adolescentes realmente correm mais riscos quando são mais independentes, mas nós precisamos encontrar o caminho do diálogo e não fechar as portas. Ouvimos frequentemente os pais se lamentarem que seus filhos cresceram rápido demais, e isso é mais verdade do que nunca em uma era digital. Se a independência digital está começando a acontecer com seus filhos adolescentes, tenha certeza de que eles têm formação suficiente para gerenciar o que fazem ou veem quando estão na internet. Se eles tiverem alguma preocupação e você tiver aberto o caminho do diálogo, eles sabem que podem vir até você.

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